Resenha - O Iluminado - Stephen King

Título Original – The Shining
Editora: Objetiva
Ano: 1999
Páginas: 261
Sinopse: A luta assustadora entre dois mundos.
Um menino e o desejo assassino de poderosas forças malignas. 
Uma família refém do mal.
Nesta guerra sem testemunhas, vencerá o mais forte.
Danny Torrance não é um menino comum. É capaz de ouvir pensamentos e transportar-se no tempo. Danny é iluminado. Será uma maldição ou uma bênção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook.
Em O iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família. 
Só que o Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios e de cicatrizar antigas feridas, e espíritos malignos ainda residem nos corredores. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. É uma sentença de morte. E somente os poderes de Danny podem fazer frente à disseminação do mal.


Resenha: 

Jack Torrance é um abstêmio em recuperação. Depois de perder o emprego no colégio onde lecionava, ele consegue uma vaga de zelador no grandioso e histórico Hotel Overlook. E, então, parece que todos os seus problemas estão resolvidos. Haverá tranquilidade para a esposa, Wendy, que, a todo o momento, temia uma recaída do marido; para o filho, Danny, para acalentar os transes e convulsões que assustavam a família sempre que o acometiam; e tranquilidade para Jack — longe das garrafas de gim e uísque.
Danny é uma criança especial. Ele consegue ler pensamentos, além de poder se transitar entre o futuro e passado. Tem um amigo imaginário, Tony — talvez, inconscientemente, seu próprio eu, e Tony, que só aparece após um transe (ou convulsão), sempre mostra para Danny visões do passado, do futuro, coisas boas ou ruins.
O Overlook é um famoso hotel, falido inúmeras vezes, reerguido por inúmeros e diferentes investidores. Mas não é um hotel comum. Às vésperas de encerrar mais uma temporada, pois depois que a neve do inverno rigoroso do Colorado caísse sobre o hotel ninguém mais, além de Deus, poderia subir ou descer as montanhas rochosas circundando-o, o gerente atual, o senhor Stuart Ullman, contrata um novo zelador para cuidar de seu amado hotel, já que o último contratado perdera a lucidez por causa do confinamento, matara a esposa e as filhas, matando-se em seguida.  O novo zelador é Jack Torrance.
Então acontecimentos sinistros no hotel — a princípio, muito sutis — começam a acontecer. Danny é o mais sensitivo entre eles, e logo entende que o Hotel Overlook quer fazer mal a ele e a sua família.
O intermediário para isso?
Seu pai.
Sutilmente, Jack vai sendo atormentado e influenciado pelo hotel, para cumprir seu propósito maior.
Enquanto isso, cercados pela neve e incapazes de fugir, Wendy e Danny, e Jack também, precisam lutar contra as forças malignas do Hotel.


Considerações pessoais.  

Em O Iluminado, Stephen King traz uma narrativa bem instigante, apesar de extensa. A história se alonga bastante antes realmente do clímax, da coisa toda acontecer de verdade, o que me cansou um pouco durante a leitura, devo admitir, me levando a demorar mais que o costume para finalizar a história. Apesar disso, o desenrolar da trama é interessante e detalhada — algo que gosto muito, detalhes —, e também colabora para o suspense, tão magistralmente dominado por King. Você fica na expectativa de acontecer alguma coisa, mas essa coisa só acontece mesmo num momento em que você já está demasiadamente ansioso para que aconteça. E quando acontece… Você se sente dentro livro, você olha para o lado, imaginando se alguém ou alguma coisa está ali, com você, te espiando por cima do ombro e lendo com você.
E conforme o desenrolar da trama, há a necessidade de avançar, de devorar as páginas. Apesar das extensões do autor, a história te cativa, te instiga e, na maioria das vezes, te apavora.
O final me decepcionou um pouco, fora tão intenso como o clímax, angustiante realmente, mas senti falta de um final mais elaborado e satisfatório. Talvez porque eu goste mais de finais com desfechos completos. King deixa todas as perguntas no ar. Quem e por quê. E, preciso admitir, apesar da minha decepção com o fim, o desfecho é genial. O desfecho te fará lembrar do livro por um bom tempo, se perguntando o porquê daquilo tudo.

Não é à toa que Stephen King é um dos mais notáveis escritores do gênero.

Fica então, a super dica de leitura. 

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