The Walking Dead #2 — O Caminho para Woodbury, Robert Kirkman e Jay Bonansinga

Título Original: The Walking Dead: The Road to Woodbury
Editora: Galera
Ano: 2013
Páginas: 331
Sinopse: Há alguns meses que Philip Blake, o temido e ao mesmo tempo adorado Governador, organizou Woodbury para que a cidade murada fosse um local seguro no qual as pessoas pudessem viver em paz em meio ao apocalipse zumbi. E paz e segurança é tudo que Lilly Caul, que tenta desesperadamente sobreviver a cada dia que nasce, quer. Porém, mal sabe ela que seguir em direção a Woodbury é estar a um passo do perigo. Uma horda de errantes famintos não é nada perto do que se pode encontrar por lá.



Resenha:

Nessa sequência de A Ascensão do Governador, conhecemos a personagem Lilly Caul e seus amigos: Bob, Josh, Megan e Scott. Após um ataque de errantes sobre o acampamento do seu grupo , a morte de uma das filhas dos líderes recai sobre os ombros de Lilly. Enfurecido, o pai da adolescente perde o controle, e, na intenção de defendê-la, Josh acaba cometendo uma atrocidade. Expulso do grupo, Josh precisa seguir sozinho, mas Lilly se recusa a deixá-lo partir, incrédula com a decisão dos outros sobreviventes de expulsá-lo. Assim, ela decide acompanhar Josh e tentar sobreviver, se juntando a ela seus outros amigos: Megan, Bob e Scott.

“Lilly Caul se pega imaginando qual é a ameaça mais letal — as hordas de zumbis, seus companheiros humanos ou o inverno iminente”.

— The Walking Dead: O Caminho para Woodbury

O novo pequeno grupo formado vai cortando as estradas e tentando sobreviver no camper de uma caminhonete até que eles se deparam com Martinez e seus homens — ambos vivem em uma comunidade chamada Woodbury. Com a promessa de segurança, abrigo e suprimentos, Martinez convence o grupo a ir com ele, apesar de Josh estar inseguro quanto à cidade.


“Josh se surpreende com a ironia de encontrar o amor entre os destroços da praga”— The Walking Dead: O Caminho para Woodbury  

Para confirmar suas suspeitas, Woodbury é uma comunidade liderada por um lunático, destemido  e adorado homem, autointitulado Governador. Com um sistema de escambo quase medieval — a troca de serviços, como mão de obra e sexo, garante aos membros da comunidade sobreviver e ter o mínimo de conforto —, Josh e Lilly não se adaptam ao local e planejam ir embora, sem os amigos, que pareceram aceitar o lugar melhor do que eles.
No entanto, nada sai como o esperado, e, a cada dia, Lilly se convence de que o Governador irá afundar a comunidade, em vez de mantê-la. Com suas ideias absurdas de luta mortais na antiga pista de corrida da cidade entre sobreviventes que infringiram as novas leis — muito como um divertimento para os demais moradores, que, a cada dia estão mais tensos no mundo pós-apocalíptico — e com o sistema injusto de escambo, Lilly decide que o Governador deve cair.
E, juntamente com novos amigos, ela planeja um “golpe de estado”.


Considerações pessoais:


Kirkman e Bonansinga me surpreenderam mais com essa sequência de The Walking Dead. Além de toda a tensão e horror da história, eles abriram espaço para trabalhar a relação amorosa — ou quase — dos personagens e seus conflitos sobre sentimentos não correspondidos. Além disso, é possível notar o crescimento de alguns personagens — e o declínio de outros — conforme tentam sobreviver e enfrentam as perdas de pessoas queridas. É ainda mais notável, também, a mudança de personalidade do Governador e como ele lida, vez ou outra, com seu eu-sombrio, com seu passado que o tornou o que ele é, com suas crises de identidade. E, principalmente, como ele lidera a pequena Woodbury, se tornando, ao mesmo tempo, um líder sociopata e adorado. Um líder que, como ele, se faz necessário em tempos pós-apocalíptico. 

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