Entrevistas

Com muita alegria, o Sessão de Livros divulga sua primeira parceria com um escritor. Estou muito feliz pelo carinho, e atenção recebida e muito agradecida pela confiança, e pelo presente. Já estou lendo, infelizmente o meu tcc está ocupando muito do meu tempo ainda, mas, em breve teremos resenha!!

Por enquanto, vamos nos satisfazer com uma deliciosa entrevista concebida por Jim Carbonera.




 ENTREVISTA

Em primeiro lugar, quero agradecer por sua atenção a todos leitores e fãs, e por se dedicar a responder as minhas perguntas...

1. Para começar, quais são suas obras?
Divina Sujeira e Verme!

2. De onde veio as ideias para escrever os seus livros?
Do cotidiano. Como sigo o estilo literário do Realismo Urbano e Transgressivo, tento descrever histórias do dia a dia, me baseando, principalmente, nos seres que dão vida as grandes metrópoles. Pessoas que aparentemente parecem normais, mas que no seu interior expõe uma personalidade subversiva. 


3. Desde quando você escreve? E como surgiu a vontade de se dedicar aos livros?
Escrevo desde 2009. Li o livro Factótum do escritor Charles Bukowski, e vi que a literatura poderia sair do âmbito formal e se transferir para narrativas agressivas e feroz. Vomitar as palavras de maneira honesta, sem glamourizar. Depois que terminei de ler esse livro, comecei a escrever num blog histórias minhas, de amigos e notícias que eu lia na internet e jornais; tudo em forma de contos. Conforme as pessoas iam elogiando os textos, comecei a me motivar e a pensar em tratar a literatura como profissão. E foi o que fiz.

4. Quais são as suas inspirações para escrever?
A parte obscura do ser humano, aquela que tentamos esconder. Essa, para mim, é o que revela o nosso verdadeiro eu. Nossa fantasias e segredos que tentamos guardar a sete chaves, mas que volta e meia, acabamos expondo em dado momento da vida. Vivemos numa sociedade em que atuamos diariamente. Temos que nos encaixar nesse ou naquele grupo, e somos obrigados a agirmos como atores. Por isso não me interessa esse lado dos humanos, pois é falso. Diferentemente daquele que nos angustia e, em alguns casos, nos enlouquece. E é sobre esse lado, o soturno, que eu gosto de abordar. 

5. Qual o livro mais marcante que já leu?
Animal Tropical, do cubano Pedro Juan Gutiérrez. Por mostrar, de maneira explícita, a diferença cultural do seu país em relação à Suécia. Mundos com diferenças abissais.

6. Seus personagens são inspirados em pessoas ou fatos reais?
Sim e não. Alguns são fictícios, criação da mente. E outros baseados em pessoas e histórias reais. E é assim que gosto de jogar com o leitor. Deixar esta dúvida do que é real e o que é ficção.

7Quais as dificuldades que você enfrentou durante o processo de criação?
Sou muito disperso. Nas primeiras duas horas me concentro bem. Porém, depois disso, começo a me dispersar de tal forma, que às vezes tenho que parar e dar uma relaxada fazendo outra coisa.

8Quando teremos novidades? E quais são?
Entre agosto e outubro. Assinei mês passado com uma editora de São Paulo. Irá publicar meu novo livro, Royal 47. Falará da relação, quase íntima, de um aspirante a escritor com sua máquina de escrever. Além de relatar acontecimentos da nova fase da vida do protagonista.

9Quais dicas você pode oferecer para aspirantes a escritores??
Primeiramente assuma isso como uma profissão. Mesmo que trabalhe em outros locais, não leve à literatura como um hobby. Escrever é algo sério, árduo e doloroso. O artista no Brasil é desdenhado e taxado de vagabundo, justamente por não brigar pela causa. Não assumir aquilo que faz. Um músico não precisa aparecer na televisão para poder dizer que é músico. Um escritor não precisa ser o Paulo Coelho para ter o direito de assumir aquilo que é. E outro conselho, é que mande à preguiça se foder. Sente na cadeira e escreva. Se está com falta de inspiração, ache ela. Coloque no papel algum acontecimento do seu dia. Alguma lembrança. Ou simplesmente descreva o seu quarto. Mas escreva, escreva e escreva. Se isso não for uma prioridade para você, uma paixão, nem comece, pois de aventureiros à literatura já está abarrotada.


10Para terminar, uma frase que te define:

Vou um pouco mais além, deixarei um trecho do livro Animal Tropical do meu escritor favorito, Pedro Juan Gutiérrez, que não só me define bem, como o oficio que decidi seguir: “Não tenho motivos para ser amável, nem para fazer concessões. O escritor no fundo é um sujeito amargurado, confuso, sem explicações para nada, e pouco lhe importa se o compreendem ou não. Se é bem ou mal recebido. Se é simpático ou antipático. Se tem dinheiro ou é um morto de fome. Se você é escritor, tem que saber que essas são as regras do jogo. Do contrário, você é um palhaço. E vai ter sempre alguém por perto tentando transformar você em palhaço.”




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